sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

La Vita É Adesso (A Vida É Agora)



A vida é agora, no velho albergue da Terra
E cada um num quarto
E numa história de manhãs mais leves e céus
de esperança imaginada
E de silêncios de escutar
E te surpreenderás a cantar mas,
não sabe por quê

A vida é agora,
Nas tardes apenas frescas
Que te vem o sono e os sinos
girando as nuvens e chove
sobre os cabelos e nas mesinhas
dos cafés ao ar livre,
E te perguntas incerto: quem você é?

É você...

É você que empurra para frente o coração, e o trabalho duro
De ser gente e não saber o que será o futuro;
É você no tempo que nos faz maiores e sozinhos no meio do mundo,
Com a ânsia de procurar juntos um bem mais profundo!

E um outro que te dê descanso e que se curve até você
Esperando que você peça mais sem entender o que é,
E tu, que me flerta nesse instante imenso,
Acima do barulho das pessoas, me diga se isto tem um sentido

A vida é agora,
No ar suave de uma sesta e rostos
de crianças contra as vidraças e os prados que se esfregam
como gatinhos e estrelas que se juntam nas luminárias, milhões,
Enquanto você se pergunta onde está você?

É você...

É você que levará seu amor por cem mil caminhos,
Porque nunca tem fim a viagem mesmo se acaba um sonho;
É você que traz um vento novo nos braços,
Enquanto vem me encontrar
E aprenderá que para morrer bastará um por-do-sol.

Numa alegria que faz mais mal que a tristeza,
E qualquer tarde dessas encontrará você não se desperdice
E não deixe passar um dia para descobrir a si próprio
Filho de um céu tão belo porque a vida é agora!
Renato Russo
(La Vita È Adesso - Claudio Baglioni)

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